Os mangues de Cubatão

Conheça as características físicas e ambientais dos manguezais do município

O município de Cubatão abrange uma área de 148 km². Originalmente, possuía 91 km² recobertos por Mata Atlântica, 24 km² por matas de restingas e 29 km² por manguezais, sendo o restante formado por corpos d’água. No decurso de sua ocupação, o município teve gradativamente descaracterizada grande parte de sua cobertura vegetal.

Tal processo iniciou-se com as atividades agrícolas e extrativistas no começo da ocupação, avançando de forma mais acentuada nas últimas quatro décadas, com o desenvolvimento urbano, culminando com a instalação do pólo industrial. Restam atualmente apenas 10 km² de vegetação nativa em bom estado de preservação.

Dos 29 km² originalmente cobertos por manguezais, hoje somente 19,2 km² continuam com alguma forma de cobertura vegetal — quase 10 km² foram ocupados para uso urbano, industrial e outros. Dos 19,2 km² que restaram de mangue, 7,7 km² encontram-se razoavelmente preservados e 11,5 km² apresentam-se degradados, incluindo áreas onde a vegetação não é mais característica de manguezal.

Os manguezais ocorrem em quase toda a costa brasileira, de forma mais ou menos contínua, dependendo de suas características fisiográficas e geológicas. Estendem-se desde o extremo norte (rio Oiapoque, a 4o 20’N) até Santa Catarina (Laguna, a 28o 30’S). Apenas o Rio Grande do Sul não apresenta cobertura vegetal típica de mangue.


[Informações extraídas do livro “O Município de Cubatão e seus Manguezais”, que será lançado neste 2005 pela Petrobras/RPBC-Refinaria Presidente Bernardes-Cubatão e o Ipec-Instituto de Pesquisas Científicas, da UniSantos-Universidade Católica de Santos]

FONTE: Prefeitura Municipal de Cubatão