HISTÓRIA DE SANTOS

Santos possui o maior jardim à beira-mar
do mundo:
sete quilômetros na orla.
Santos
é uma das cidades mais antigas do Brasil, portanto histórica, mas também cosmopolita,
portuária e ecológica. Seu povoamento começou por volta de 1540 e o passado
deixou legados preciosos em casarões, museus e igrejas, destacando-se a Bolsa
Oficial do Café, marco da riqueza da cidade. Santos abriga o maior complexo
portuário da América Latina, construído no início do século XX, fase de
grande progresso como escoradouro de café.
Suas praias são limpas, com jardins coloridos, entremeados
de amendoeiras e palmeiras.
Decretos, leis e iniciativas resgataram seu velho charme de cidade litorânea
ecologicamente correta. Santos oferece ainda vida cultural intensa, um centro
comercial dinâmico, bares movimentados, restaurantes
requintados e todo o conforto de um moderno centro turístico.
Elevada a Vila em 1545, Santos tem sua origem relacionada com a chegada dos primeiros colonizadores portugueses ao Brasil, na expedição de Martim Afonso de Souza. Este veio distribuir, entre os fidalgos que o acompanhavam, as terras ao redor da Ilha de São Vicente. Dentre eles estava Brás Cubas oficialmente fundador de Santos.
Do povoado partiram muitas bandeiras, que penetraram no interior do território brasileiro, em busca de riquezas. Em nosso porto também desembarcaram, no início deste século, novos colonizadores: os imigrantes, oriundos de diversas partes do mundo.
Terra da Caridade e da Liberdade, Santos teve a primeira Santa Casa de Misericórdia da América. É berço de figuras de renome, como os irmãos Bartolomeu e Alexandre de Gusmão e os irmãos Andradas, dentre os quais se projetou José Bonifácio de Andrada e Silva, personagem maior da Proclamação da Independência.,
Graças a seus filhos ilustres e ao espírito comunitário, Santos sempre se destacou na história nacional, ora envolvida na libertação dos escravos, ora lutando pela independência do País.
Santos
tem inúmeros monumentos históricos, compostos por azulejos e mármores,
máscaras e estátuas, pinturas em tela e afrescos, altares e túmulos,
gradis de ferro e postes de iluminação, pormenores que valorizam
as obras.
Esternos observadores, os rostos esculpidos nas fachadas testemunham a preservação
do acervo. No Centro de Santos permanecem ainda alguns trabalhos do pintor e
historiador Benedicto Calixto, dentre eles os painéis do Salão
dos Pregões da Bolsa Ofifical de Café,
de 1922.
A arte Sacra se manifesta em igrejas coloniais, barrocas, neogóticas e no museu instalado no Mosteiro de São Bento, que guarda relíquias como a imagem de Santa Catarina de Alexandria, do século XVI, que assistiu a fundação de Santos e, segundo a lenda, chegou a proteger a cidade de um ataque de piratas.
O
Outeiro de Santa Catarina é o local do marco inicial
da povoação da cidade. O pequeno monte, significado da palavra
outeiro, foi dado pelo Capitão-Mor Antônio de Oliveira aos primeiros
povoadores do lugar em 1539. Mais tarde Brás Cubas, o fundador de Santos,
adquiriu as terras virgens junto ao local, para construir um novo ancoradouro.
No século XVI, Luiz de Góes e sua esposa, Catarina de Aguillar,
uma família que morava próximo do local, construíram na
base do morro a capela de Santa Catarina de Alexandria, a primeira de Santos
e que em 1540 se tornou a primeira matriz. Quando o corsário inglês
Tomas Cavendish saqueou a vila, em 1591, a capela foi destruída e a imagem
da santa, jogada ao mar. Em meados do século XVII, a peça foi
resgatada por escravos e, em 1663, iniciou-se a reconstrução da
capela, agora no topo do outeiro.
Ao longo dos séculos XVIII e XIX, o morro foi sendo desbastado para a
obtenção de aterro para construção do porto. A igreja
foi demolida. Entre 1880 e 1884, o médico João Éboli, estabelecido
em Santos, mandou construir uma casa acastelada sobre o bloco de pedra restante.
Após longo processo de decadência, o local foi tombado em 1985
e reconstruído pela Prefeitura em 1992.
Hoje abriga a sede da Fundação Arquivo e Memória de Santos,
instituição responsável pela gestão dos arquivos
públicos e da memória não edificada da cidade.
No
Pantheon dos Andradas, construído ao lado
do Conjunto do Carmo, está o jazigo de José Bonifácio de
Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, e de seus irmãos
Antônio Carlos, Martim Francisco e Padre Patrício Manuel.
O prédio inaugurado em 7 de setembro de 1923, conta com monumento projetado
pelo escultor Rodolpho Barnadelli e executado na Itália. Além
das urnas, o templo cívico apresenta quadros em bronze com cenas da História
do Brasil e inscrições de frases dos irmãos Andradas.
Foi o Centro Histórico, compreendido pelo quadrilátero entre as
ruas São Bento, São Francisco, Constituição e o
cais do Porto, que primeiro viu surgir uma cidade próspera,
vanguardista e, acima de tudo, bonita.
Prédios, praças, ruas e vielas até hoje compõem
um cenário que se caracteriza como conjunto arquitetônico dos mais
importantes dentre os remanescentes no Brasil.
Do simples colonial ao rebuscado barroco, da austeridade vitoriana à
suntuosidade neoclássica, a diversidade de estilos marca presença
nas fachadas.
O estado de preservação caracteriza os imóveis construídos
para ocupação militar, residencial, comercial ou religiosa, já
que a cidade se concentrava naquela região até o final do século
passado.
Com o crescimento do porto e a instalação da Ferrovia Santos-Jundiaí,
houve necessidade de sanear o restante da ilha, o que levou ao deslocamento
da população para a praia.
Santos
é, enfim, uma cidade cheia de cultura impressa em seus monumentos, museus
e artes.
Cidade sempre preparada para receber turistas o ano inteiro, dispõe de
muitas formas de lazer, entretenimentos, comércio, hospedagens, passeios,
etc.
Em 1998, a Organização das Nações Unidas apontou
a cidade de Santos como a primeira no estado de São Paulo em qualidade
de vida, e a terceira do Brasil.
Uma
dica, para conhecer melhor os pontos turísticos de Santos, tanto para
moradores da região como para turistas, é a Linha
Conheça Santos e o Bonde Turístico
no Centro.
Venha,
seja bem-vindo e divirta-se.
VEJA AQUI OS DADOS GERAIS SOBRE SANTOS
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